Eu
tinha 15 anos.
Entrei
na sala escura, com sofás de couro vermelho e cadeiras de rodas.
Recebi
muitos sorrisos, apertos de mão e olhares com um sem fim de
sentimentos.
Mas
foi um olhar, astuto e divertido, que mais me chamou a atenção.
Ele
vinha de olhinhos miúdos, emoldurados por um cabelo curtinho, branco
e rebelde.
Sentada
confortavelmente no sofá, usando um vestido de bolinhas que caía
graciosamente sobre seu corpo gorducho – e que eu veria muitas
vezes mais, mas não tantas quanto eu gostaria – , estava uma
senhora recém-chegada ao asilo.
Quando
me aproximei dela naquele novembro quente, quando aquele olhar cheio
de vida pousou em mim, eu nem podia imaginar que estava prestes a
conhecer minha melhor amiga.
Autora: Larissa Lopes

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