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domingo, 6 de dezembro de 2015

Visita ao asilo

No dia 03/10, eu e um grupo de amigos visitamos um asilo. Chegamos lá por volta das 14h, horário em que os idosos já tinham almoçado, e estavam descansando.

Em seguida, fomos conversar com eles que ali moravam. Nessa conversa, os idosos nos contaram partes de sua realidade cotidiana e história de vida. Chamou minha atenção a felicidade que alguns deles ficaram pelo simples fato da gente ter dado um pouco da nossa atenção a eles.

Vitória (no centro de branco) e seus amigos durante a visita ao asilo
No entanto, ficou evidente por meio da conversa, que a maior carência deles é afetiva. Muitos foram esquecidos pela família, que não realizam visitas, nem nas datas importantes. Fiquei muito comovida com tudo que pude ver lá, em especial de uma senhora que me contou que é sozinha no mundo, que não tem mais parentes.

Isso trouxe para mim uma nova formar de olhar a vida, porque com alguns depoimentos pude perceber que, às vezes, a felicidade se encontra nas simples coisas da vida, como um carinho, uma atenção e gentileza. Esses detalhes fazem toda diferença.


Eu só quero agradecer por ter ido lá, por ter aprendido todas essas coisas, e por saber que essa visita fez toda diferença para esses idosos.

Autora: Vitória Ercolini

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Uma tarde no asilo

O asilo é um lugar onde pessoas idosas convivem com outras pessoas idosas, onde já eles já vivenciaram vitórias e derrotas da vida. Hoje alguns deles estão lá porque filhos não tiverem paciência com eles ou acharam melhor deixar seus pais em um lugar de descanso.

Os asilos de todo o mundo são lugares onde os idosos recebem carinho, proteção, e atenção. Essas são coisas que podem ser pouco para nós jovens e adultos, porém são também um grande tesouro para um idoso. Asilo não é um lugar onde idosos são maltratados, é um lugar onde eles podem descansar o corpo e não precisam se preocupar com a vida.

No dia 03 de outubro de 2015, em Bragança Paulista, jovens foram visitar o Asilo São Vicente de Paulo. Chegando lá eles foram para a Ala Madre Paulina, quando entraram, cada um foi para um canto para falar com os Idosos, uma turma foi conversar com uma idosa e ela começou a contar que era ruim ter que conviver com a solidão e a tristeza ao seu lado por muito tempo.

Lucas (de pé) durante a visita ao ailo


Explicou que quando Deus criou o homem e a mulher, ele pensava em fazer um casal com o moço e a moça. Com isso, através do tempo, eles deveriam ter relações sexuais e filhos. Mas não só um filho ou uma filha, como também mais de dois e três filhos. Falou que se Deus criou o Adão e a Eva, era para que eles vivenciassem o amor, a paz, a união e a solidariedade um com o outro e para que eles não tivessem ódio um do outro.

Na Ala São José, havia um Senhor chamado Antonio, com 80 anos de idade que antes de ir para o asilo, e morava no Bairro da Boa Vista, em Bragança Paulista.

Ele falou que era um homem trabalhador, que havia vindo da roça e que morou na área rural por mais de 50 anos. Trabalhou como vendedor de milho, café, banana e outros tipos de alimentos e vendia batendo nas casas dos moradores por lá para poder viver, tendo com aquilo um bom dinheiro para poder sustentar a sua família e a ele.

Também comentou que sua vida havia sido legal na roça, que durante o tempo a vida foi ensinando coisas que ele jamis esperava em acontecer em com ele.

E por último, na Ala Lar, havia uma senhora chamada Dalma, que vive no asilo há muito tempo, e mora com seu Marido lá. Ela contou que viveu em Bragança Paulista por muito tempo e casou com apenas 17 anos de idade. Conheceu seu amor quando ele se mudou ao lado de sua antiga casa, começou a pensar que ela era muito atraente e viu que aquele era o homem certo para sua vida.

Falou que no começo do namoro, ele era muito ciumento, mas através do tempo ele percebeu que não era preciso ter ciúmes dela e nem ela ter ciúmes dele. Viram que o amor que eles sentiam um pelo outro era cheio de confiança e amizade. Disse ainda que foi a primeira-dama da cidade, pois seu marido foi prefeito de Bragança Paulista.

Nesse dia no Asilo, os jovens aprenderam uma coisa: que na vida todos nós precisamos respeitar os outros, ter amor ao próximo e principalmente compreensão. Todas as pessoas, independente de serem feliz ou tristes, más ou boas, devem ajudar o próximo sem ter que esperar algo em troca.


Autor: Lucas Tiburcio Geronimo

Fases de uma vida

Imagem ilustrativa | Via: nacasadaana.com.br

Todos temos sonhos e desafios, dificuldades e superações, temos o começo e o fim, a juventude e a velhice, todos temos experiências que marcarão nossa vida e, com certeza, visitar o asilo foi algo que marcou a minha.

Lá, conheci idosos, mas não simplesmente pessoas esquecidas pela sociedade, e sim pessoas que apesar de muitas dificuldades continuam com um sorriso no rosto e um olhar de criança. Que repartem as suas histórias e tudo o que querem é alguém para conversar.

Também conheci pessoas que adoram sua vida lá, mas também pessoas que querem liberdade. Conheci sonhos perdidos e outros realizados, aprendi lições de vidas e com eles estou aprendendo o que é viver.

Autora: Giullia Leonardi Gonçalves

Minha visita ao asilo

Dia 3 de outubro de 2015, eu e um grupo de amigos fomos visitar um asilo. Nós chegamos lá por volta das 14h. Esse é mais ou menos o horário em que os idosos estão tomando café da tarde. Em seguida, nós fomos para área das mulheres, fiquei muito surpresa com as histórias que elas me contaram.

Emily e seus amigos na visita ao asilo

Lembro de uma senhorinha que me deixou muito feliz com uma coisa que ela falou. Ela disse que não tinha muitos parentes e nem amigos, mas que mesmo assim ela era uma senhora muito extrovertida e feliz. Isso me fez refletir que às vezes a gente reclama muito por pouca coisa e essas pessoas que não têm quase nada são felizes.

Na sequência, fomos para área dos senhores e logo após fomos para a área chamada lar, onde ficam as pessoas que pagavam para morar no asilo. Quando a gente entrou, eles estavam assistindo televisão, então nós fomos conversar com eles.

Outra mulher me surpreendeu ao dizer que fazia só três dias que ela estava lá, que ela tinha sido roubada e perdido tudo o que tinha e que a sobrinha dela viaja muito trabalhando e colocou ela lá, pois não tinha tempo para cuidar dela. Essa senhora estava muito triste porque não estava acostumada a ficar lá ainda e ela não tinha nenhuma amiga.

Por fim, eu agradeço a todos do projeto Memórias na Rede, por me ajudarem a saber um pouco mais sobre a redação e também pela visita ao asilo que me fez meditar sobre lições importantes da vida.


Autora: Emily Silva